O contexto escolar é reconhecido como ambiente de aprendizagem e desenvolvimento para toda criança, uma vez que é nesse espaço que ocorrem diversas trocas de informações e relações com os seus pares, embora a aprendizagem também ocorra em outras instituições, como na família, na igreja, no trabalho.
Para Mitjáns Martinez e González Rey (2017), a aprendizagem escolar deve ser considerada de duas formas: Compreensiva que favorece uma postura ativa do aprendiz em relação ao conhecimento buscando relações entre eles e às experiências vividas, bem como a forma criativa, que se caracteriza essencialmente pela geração de ideias próprias sobre o que foi estudado e que transcende a apropriação compreensiva da informação, pois tem a criatividade como presença marcante. Ambas as formas de aprendizagem são desejáveis porque contribuem significativamente para o processo de desenvolvimento subjetivo do aprendiz ao evidenciar uma nova maneira de expressão da relação aprendizagem-desenvolvimento na perspectiva cultural-histórica.
Hanna Arendt (2005, p. 339) relata que “é a singularidade que distingue cada ser humano de todos os demais, a qualidade em virtude da qual ele não é apenas forasteiro no mundo, mas alguma coisa que jamais esteve aí antes”, apontando para a contínua transformação no ambiente escolar, que a caracteriza como um sistema aberto para o novo em um mundo em contínua mudança. Para a autora, a educação deve ser continuamente repensada em função das transformações do mundo no qual vêm à luz novos seres humanos, pois ela está entre o passado e o futuro. E afirma ainda que quem educa não assume a responsabilidade apenas pelo “desenvolvimento da criança”, mas também pela própria “continuidade do mundo”, pois ela representa o futuro.
Assim, quando nasce uma criança, um novo ser começa a fazer parte do primeiro meio social, a família, e em seguida, a escola. Essa educação escolar de crianças impõe desafios para a sociedade, pois as crianças representam o que há de novo no mundo. De acordo com Pulino (2001), pais e educadores precisam compreender que a tarefa de se pensar a educação infantil deve se sustentar na reflexão filosófica sobre a infância e sobre o lugar que ela ocupa na maneira de ver a vida e o que se entende por educação de crianças.
A nossa equipe se propõe a refletir com a família sobre o processo de aprendizagem escolar, visando as melhores estratégias de ensino e respeitando a singularidade de cada criança. Estamos te esperando!


